Os suplementos proibidos pela Anvisa nesta semana são os fabricados pela PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. ME, CNPJ 12.316.032/0001-80. A agência publicou em 13 de outubro de 2026 que determinou a apreensão de todos os produtos da empresa, incluindo suplementos alimentares, depois que uma inspeção não encontrou o fabricante no endereço cadastrado.
Segundo o comunicado oficial da Anvisa, a Vigilância Sanitária de Marataízes, no Espírito Santo, constatou que o local informado era uma residência e que não havia empresa ou estabelecimento comercial em funcionamento. A medida consta da Resolução-RE 4.001/2026.
A resolução impede que os produtos sejam fabricados, importados, distribuídos, divulgados ou usados. O alcance da decisão é definido pelo fabricante, e não por uma categoria inteira: ela não significa que todos os suplementos vendidos no Brasil tenham sido proibidos.
Quais suplementos foram proibidos pela Anvisa
A nota da agência não relaciona nomes comerciais, marcas, apresentações ou lotes. Por isso, a informação decisiva para reconhecer um item alcançado pela medida é o nome do fabricante PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. ME e o CNPJ 12.316.032/0001-80, que devem ser comparados com os dados do rótulo e da oferta on-line.
Também não há, no comunicado, resultado de análise laboratorial, identificação de contaminante ou relato de evento adverso. A razão informada para a ação sanitária foi a impossibilidade de localizar o fabricante no endereço cadastrado, o que impede verificar a origem e as condições de produção. A ausência desses detalhes não reduz a validade da proibição, mas evita atribuir ao caso um risco específico que a autoridade não anunciou.
Profissionais de saúde, estabelecimentos e consumidores devem observar que o nome da marca pode ser diferente da razão social responsável pela fabricação. Fotografar o rótulo completo, o lote, a validade, o fabricante e o CNPJ ajuda a conferir se o produto pertence à empresa atingida e a documentar eventual comunicação à vigilância sanitária.
Como consultar suplemento na Anvisa
A página oficial Como saber se um suplemento alimentar é autorizado orienta procurar no rótulo as expressões “Alimento registrado na Anvisa” ou “Alimento notificado na Anvisa”, acompanhadas do respectivo número. Esse dado pode ser pesquisado no sistema de consultas de alimentos da agência. Quando o resultado está “Ativo”, a regularização permanece válida naquele cadastro.
A consulta deve considerar número, nome do produto e fabricante. Uma divergência entre o rótulo e o cadastro, um status inativo ou a ausência de origem identificável merece verificação com a empresa, o comércio ou a vigilância sanitária. A Anvisa também mantém uma relação de produtos irregulares, atualizada a partir das medidas publicadas.
Há uma transição regulatória em andamento, e a falta de número no rótulo, isoladamente, não prova que todo produto antigo seja clandestino. O Saúde News explicou por que um suplemento sem número não é automaticamente irregular, incluindo situações de regularização local e prazos aplicáveis. No caso da PSM Pennaforte, porém, existe uma medida sanitária específica que alcança todos os produtos da fabricante.
O que conferir no rótulo de suplemento
Além da regularização, o rótulo deve identificar o produto como “SUPLEMENTO ALIMENTAR”, informar ingredientes, modo de uso, quantidade e frequência de consumo, advertências, restrições, tabela nutricional, lote, validade e origem. A orientação oficial Lembre-se de ler o rótulo com atenção reforça que apenas alegações autorizadas podem ser usadas.
Suplementos são alimentos, não medicamentos. Conforme as perguntas frequentes da Anvisa, eles não podem prometer prevenção, tratamento ou cura de doenças. Expressões terapêuticas, identificação incompleta do fabricante, venda sem procedência e propaganda incompatível com o rótulo são sinais que justificam uma checagem mais cuidadosa.
Regularização não equivale a indicação para qualquer pessoa. Dose, combinação com medicamentos, condições clínicas, gravidez e necessidades nutricionais mudam o contexto de uso. A notícia sobre uma ação sanitária não substitui avaliação individual e não deve ser usada para iniciar ou trocar um produto por conta própria.
O que fazer com produto da PSM Pennaforte
Como a decisão da Anvisa proíbe o uso, um produto identificado como fabricado pela PSM Pennaforte não deve continuar sendo consumido. É útil conservar embalagem, nota fiscal e registros da compra, procurar o estabelecimento vendedor e comunicar a vigilância sanitária local ou os canais oficiais da Anvisa. O descarte deve seguir a orientação recebida para evitar perda de evidências ou exposição indevida.
Quem apresentar sintomas após o uso deve procurar um serviço de saúde e levar, se possível, a embalagem ou uma foto legível do rótulo. A relação temporal, sozinha, não confirma que o suplemento tenha causado o problema; essa avaliação depende do quadro clínico e das informações do produto.
A causa desta medida não deve ser confundida com outras proibições. Em setembro, por exemplo, a agência apontou substâncias farmacológicas não declaradas em outro caso, detalhado na matéria sobre o suplemento NewFit proibido por medicamentos ocultos. Na ação atual, a Anvisa informou origem desconhecida porque não localizou a PSM Pennaforte, sem relatar fármacos ocultos, contaminação ou dano confirmado.
A identificação precisa do fabricante evita alarmes generalizados e ajuda a direcionar a fiscalização. Até que a autoridade publique novas informações, os limites conhecidos são claros: todos os produtos da PSM Pennaforte estão abrangidos, mas a nota não fornece uma lista de marcas ou lotes nem descreve resultados laboratoriais.
Imagem editorial ilustrativa sobre conferência de procedência e regularização de suplementos. Não retrata a empresa citada, um produto real nem uma inspeção da Anvisa.
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