A diretriz OMS manejo da obesidade em adolescentes, publicada em 7 de outubro de 2026, orienta o cuidado de pessoas de 10 a 19 anos com obesidade no contexto da atenção primária. O documento prioriza intervenções estruturadas e multimodais e deixa medicamentos e cirurgia para situações delimitadas.[^1]
A publicação foi aprovada pelo Guidelines Review Committee e foi informada por revisões sistemáticas e avaliações de benefícios, danos, equidade, aceitabilidade, viabilidade, custos e preferências.[^1] A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) descreve o texto como a primeira diretriz global da OMS voltada especificamente à obesidade de crianças e adolescentes.[^2]
Diretriz OMS manejo da obesidade em adolescentes: recomendações
A recomendação central é oferecer intervenções estruturadas que combinem alimentação, atividade física e mudança de comportamento.[^2] Na diretriz, o objetivo declarado do cuidado é melhorar saúde e funcionamento e reduzir a incapacidade associada à obesidade, com uma abordagem centrada na pessoa, adequada à idade e às necessidades de adolescentes e famílias.[^1]
As intervenções digitais recebem recomendação condicional e devem incluir supervisão de pais ou cuidadores, segundo a comunicação da OMS sobre o lançamento.[^3]
A OMS também relaciona a obesidade na adolescência a saúde mental, estigma, discriminação e bullying.[^2] Os materiais públicos consultados, porém, não confirmam uma psicoterapia específica nem um protocolo universal de rastreamento psiquiátrico.[^1] Para leitura relacionada, consulte saúde mental comunitária orientada pela OMS. Os materiais públicos consultados não confirmam instrumentos obrigatórios para essa avaliação.
Quando entram medicamentos e cirurgia
A diretriz informa que medicamentos aprovados podem ser considerados para adolescentes de 10 a 19 anos quando um programa multimodal e supervisionado de mudança de estilo de vida não alcança o resultado desejado.[^2] Os comunicados não confirmam quais remédios compõem uma lista da OMS, nem doses, duração do uso, critérios de falha ou de interrupção.[^1]
Um dos dados clínicos que ajudam a situar esse debate vem do ensaio STEP TEENS: o estudo randomizado comparou semaglutida com placebo em 201 adolescentes durante 68 semanas, com intervenção de estilo de vida nos dois grupos. A mudança média do IMC foi de -16,1% no grupo da semaglutida e de +0,6% no grupo placebo.[^4]
Para cirurgia bariátrica, a OMS diz que ela pode ser considerada em casos de obesidade grave, sob condições estritas.[^2] No Brasil, a Resolução CFM nº 2.429/2025 admite cirurgia bariátrica e metabólica a partir dos 14 anos em casos de obesidade grave associada a complicações clínicas, com avaliação multidisciplinar e consentimento dos responsáveis.[^5] Essa é uma regra brasileira e não um critério definido pela OMS.



