23/10/2026
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BPaLM para tuberculose drogarresistente no SUS

Nota de 2026 do Ministério define quem pode iniciar BPaLM para tuberculose drogarresistente no SUS, fixa seis meses de duração e não há cronograma estadual de dispensação confirmado nos materiais consultados.

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Imagem ilustrativa da reportagem: BPaLM para tuberculose drogarresistente no SUS

O Ministério da Saúde atualizou, em 2026, as recomendações brasileiras para tuberculose drogarresistente, revogou a Nota Informativa nº 1/2025 e passou a prever BPaLM para tuberculose drogarresistente no SUS, em novos tratamentos de pessoas elegíveis.Nota Informativa nº 2/2026-CGTM/DATHI/SVSA/MS

Quem pode receber BPaLM para tuberculose drogarresistente no SUS

A nova orientação abrange pessoas a partir de 14 anos com tuberculose pulmonar ou determinadas formas extrapulmonares, desde que apresentem monorresistência, tuberculose resistente à rifampicina (TB RR), tuberculose multirresistente (TB MDR) ou pré-XDR.Nota Informativa nº 2/2026-CGTM/DATHI/SVSA/MS

Quando houver resistência ou suspeita de resistência a fluoroquinolonas, a orientação é retirar o moxifloxacino; o regime passa então a ser chamado de BPaL.Nota Informativa nº 2/2026-CGTM/DATHI/SVSA/MS

Os critérios delimitam quem pode iniciar esse esquema; eles não significam que todas as pessoas com tuberculose resistente receberão BPaLM.Nota Informativa nº 2/2026-CGTM/DATHI/SVSA/MS Para comparar como critérios de elegibilidade organizam outras incorporações e mudanças no SUS, o leitor pode consultar a reportagem sobre cirurgia combinada para catarata e glaucoma.

Quanto tempo dura o tratamento e qual é o acompanhamento

O BPaLM tem duração de seis meses e não pode ser prolongado. Já o BPaL pode chegar a nove meses em condições específicas previstas na orientação técnica.Nota Informativa nº 2/2026-CGTM/DATHI/SVSA/MS

A implementação clínica do esquema envolve acompanhamento clínico, exames laboratoriais, eletrocardiograma, culturas mensais e seguimento após o fim do tratamento.Nota Informativa nº 2/2026-CGTM/DATHI/SVSA/MS Essas exigências fazem parte da recomendação e não equivalem a uma confirmação de início simultâneo da dispensação em toda a rede.

Os materiais consultados não confirmam disponibilidade física homogênea dos quatro medicamentos em todos os estados nem apresentam um cronograma estadual para início da dispensação de BPaLM.Nota divulgada pelo Ministério da Saúde Assim, a nota atualiza a indicação nacional, mas não permite concluir que o esquema já esteja acessível de forma idêntica em cada estado.

O que mostrou o ensaio TB-PRACTECAL

A evidência clínica central veio do TB-PRACTECAL, um ensaio aberto, multicêntrico, randomizado, controlado, de não inferioridade e de fases 2–3.Artigo do TB-PRACTECAL no New England Journal of Medicine O estudo recrutou pessoas com 15 anos ou mais e tuberculose pulmonar resistente à rifampicina em sete centros de Belarus, África do Sul e Uzbequistão; o primeiro participante foi randomizado em janeiro de 2017.Artigo do TB-PRACTECAL no New England Journal of Medicine

Ao todo, 552 pessoas foram randomizadas; a comparação modificada incluiu 62 participantes no grupo BPaLM e 66 no cuidado padrão.Artigo do TB-PRACTECAL no New England Journal of Medicine Na síntese da Organização Mundial da Saúde (OMS), o sucesso terapêutico foi de 89% com BPaLM e de 52% com o comparador — diferença absoluta de 37 pontos percentuais —, com razão de risco ajustada de 1,73 e intervalo de confiança de 95% entre 1,31 e 2,27.Síntese de evidências da OMS

A análise em 72 semanas também registrou desfecho desfavorável composto — morte, falha, descontinuação, perda de seguimento ou recorrência — em 17 de 72 participantes do BPaLM, ante 39 de 73 no cuidado padrão; a razão de risco foi 0,44, com intervalo de confiança de 95% entre 0,28 e 0,71.Síntese de evidências da OMS Para acompanhar outra frente de produção de evidências na área, veja a cobertura sobre a ferramenta da OMS para pesquisas de tuberculose na gravidez.

O que a evidência e a nota não permitem concluir

O TB-PRACTECAL foi interrompido por eficácia quando 75% da amostra planejada havia sido recrutada, uma decisão que pode superestimar o tamanho do efeito observado.Artigo do TB-PRACTECAL no New England Journal of Medicine Além disso, o cuidado padrão variou entre períodos e locais, e a OMS classificou a certeza da evidência para a comparação como muito baixa.Artigo do TB-PRACTECAL no New England Journal of Medicine Síntese de evidências da OMS

A evidência direta do ensaio é de tuberculose pulmonar e de participantes com 15 anos ou mais. Portanto, ela não demonstra resultados para todas as formas extrapulmonares aceitas pela norma brasileira nem reproduz exatamente o limite etário de 14 anos adotado no SUS.Artigo do TB-PRACTECAL no New England Journal of Medicine Nota divulgada pelo Ministério da Saúde

A análise estatística foi conduzida por Matthew Dodd e Katherine Fielding.Artigo do TB-PRACTECAL no New England Journal of Medicine

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As referências desta matéria estão disponíveis abaixo para consulta. Informações sobre estudos, medicamentos e políticas públicas devem ser lidas com seu contexto e suas limitações. Leia o método completo.

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3 no total · 3 primárias
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    Fonte primárianejm.org
    Treatment of Highly Drug-Resistant Pulmonary Tuberculosis

    The New England Journal of Medicine

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Responsabilidade editorial

Redator e responsável editorial

Douglas Machado é bacharel em Engenharia Civil, redator e responsável editorial do Saúde News, com foco em informação de saúde, contexto e fontes verificáveis.

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