13/10/2026
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Tozorakimabe DPOC exacerbações estudos OBERON TITANIA: medicamento é associado a menos exacerbações em ex-fumantes adultos selecionados

Tozorakimabe DPOC exacerbações estudos OBERON TITANIA: em adultos selecionados, com exacerbações prévias apesar de tratamento inalatório estável, houve associação com menos exacerbações entre ex-fumantes em 52 semanas, mas dados detalhados de segurança e autorização regulatória não foram confirmados.

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Imagem ilustrativa da reportagem: Tozorakimabe DPOC exacerbações estudos OBERON TITANIA: medicamento é associado a menos exacerbações em ex-fumantes adultos selecionados

Tozorakimabe DPOC exacerbações estudos OBERON TITANIA: o medicamento foi associado a menos exacerbações moderadas ou graves entre ex-fumantes adultos selecionados, com pioras prévias apesar de tratamento inalatório estável, em ensaios de fase 3 publicados em 8 de setembro de 2026. Os resultados foram divulgados no New England Journal of Medicine.

Tozorakimabe DPOC exacerbações estudos OBERON TITANIA

Os dois estudos foram ensaios multicêntricos de fase 3, randomizados — com definição do tratamento ao acaso —, duplo-cegos, de grupos paralelos e controlados por placebo. Eles acompanharam por 52 semanas adultos com DPOC, fumantes atuais ou ex-fumantes, que tinham tido exacerbações no ano anterior mesmo usando terapia inalatória de manutenção estável. A intervenção avaliada foi tozorakimabe 300 mg por via subcutânea a cada quatro semanas, somado ao tratamento inalatório de manutenção.

A comparação publicada reuniu 1.750 participantes: 877 no OBERON e 873 no TITANIA, na análise de 300 mg a cada quatro semanas contra placebo. O desfecho principal foi a taxa anualizada de exacerbações moderadas ou graves entre ex-fumantes; o tamanho exato dessa subpopulação não foi confirmado nos materiais acessados. O artigo também incluiu fumantes atuais nas análises da população total.

Tozorakimabe na DPOC: qual foi a associação com as taxas de exacerbação nos estudos OBERON e TITANIA?

No OBERON, os ex-fumantes que receberam o medicamento tiveram 1,34 exacerbação moderada ou grave por paciente-ano, ante 1,90 no grupo placebo. A razão de taxas foi 0,71, com intervalo de confiança de 95% de 0,57 a 0,88 e P=0,002; isso corresponde a uma redução relativa de 29% e a uma diferença absoluta entre as taxas de 0,56 evento por paciente-ano.

No TITANIA, as taxas em ex-fumantes foram de 1,37 com tozorakimabe e 2,07 com placebo por paciente-ano. A razão de taxas de 0,66 — IC95% de 0,55 a 0,80; P<0,001 — equivaleu a redução relativa de 34% e diferença de 0,70 evento por paciente-ano.

Esses números descrevem taxas anualizadas de eventos no conjunto de participantes, e não a redução absoluta do risco individual nem uma queda em pontos percentuais. Na população total, as taxas também foram menores com o medicamento: 1,41 contra 2,00 no OBERON e 1,44 contra 2,03 no TITANIA. Por isso, os dados não permitem calcular número necessário para tratar (NNT) a partir dessas taxas.

Eventos adversos e o papel da AstraZeneca

A frequência de eventos adversos de qualquer tipo foi de 70,4% com tozorakimabe e 77,2% com placebo no OBERON; no TITANIA, foi de 80,1% e 79,8%, respectivamente. Os dados completos sobre eventos adversos graves, mortes, infecções graves e outras categorias específicas não estavam acessíveis no material consultado. Assim, não é possível quantificar por esses estudos, com os dados disponíveis, diferenças nessas categorias de segurança.

A AstraZeneca financiou os ensaios. Segundo o protocolo e o artigo, empregados da empresa participaram do desenho e da redação do protocolo. O artigo inclui autores afiliados às áreas de biometria, pesquisa e desenvolvimento, segurança, operações clínicas, desenvolvimento clínico e área médica da AstraZeneca; o protocolo também registra participação da companhia na decisão de submetê-lo para publicação. Não foi confirmado quem executou a análise estatística final do artigo de eficácia.

O que os estudos não provam — e a situação no Brasil

Os resultados não confirmam redução de mortalidade, hospitalizações isoladas, atendimentos de urgência, sintomas, qualidade de vida, queda da função pulmonar ou necessidade prolongada de corticoide. Também não permitem concluir que o benefício seja uniforme para todos os perfis de DPOC ou que marcadores como eosinófilos possam ser dispensados na decisão clínica.

Até o corte desta apuração, em 11 de outubro de 2026, não foi localizado ato oficial de FDA, EMA ou Anvisa que autorizasse o tozorakimabe para DPOC, nem parecer da Conitec sobre incorporação. No Brasil, a Anvisa informa que medicamentos dependem de registro sanitário para comercialização. Um protocolo brasileiro diferente, identificado como D9181C00002, apareceu como não priorizado em boletim de 2025; isso não permite concluir que OBERON ou TITANIA tenham recrutado participantes no país.

Para diferenciar resultados de estudos da etapa posterior de autorização de um medicamento, o Saúde News também publicou uma reportagem sobre uma aprovação da FDA para outra condição. Veja também o alerta da Anvisa sobre riscos do preparo caseiro de tirzepatida em pó.

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As referências desta matéria estão disponíveis abaixo para consulta. Informações sobre estudos, medicamentos e políticas públicas devem ser lidas com seu contexto e suas limitações. Leia o método completo.

Fontes desta reportagem

4 no total · 4 primárias
  1. 01
    Fonte primárianejm.org
    Tozorakimab for Chronic Obstructive Pulmonary Disease

    The New England Journal of Medicine

  2. 02
    Fonte primáriapmc.ncbi.nlm.nih.gov
    Protocolo dos estudos OBERON e TITANIA

    PubMed Central

  3. 03
    Documento oficialgov.br
    Registro de medicamentos novos

    Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

  4. 04
    Documento oficialgov.br
    57º Boletim de Pesquisa Clínica — junho de 2025

    Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Responsabilidade editorial

Redator e responsável editorial

Douglas Machado é bacharel em Engenharia Civil, redator e responsável editorial do Saúde News, com foco em informação de saúde, contexto e fontes verificáveis.

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