Tozorakimabe DPOC exacerbações estudos OBERON TITANIA: o medicamento foi associado a menos exacerbações moderadas ou graves entre ex-fumantes adultos selecionados, com pioras prévias apesar de tratamento inalatório estável, em ensaios de fase 3 publicados em 8 de setembro de 2026. Os resultados foram divulgados no New England Journal of Medicine.
Tozorakimabe DPOC exacerbações estudos OBERON TITANIA
Os dois estudos foram ensaios multicêntricos de fase 3, randomizados — com definição do tratamento ao acaso —, duplo-cegos, de grupos paralelos e controlados por placebo. Eles acompanharam por 52 semanas adultos com DPOC, fumantes atuais ou ex-fumantes, que tinham tido exacerbações no ano anterior mesmo usando terapia inalatória de manutenção estável. A intervenção avaliada foi tozorakimabe 300 mg por via subcutânea a cada quatro semanas, somado ao tratamento inalatório de manutenção.
A comparação publicada reuniu 1.750 participantes: 877 no OBERON e 873 no TITANIA, na análise de 300 mg a cada quatro semanas contra placebo. O desfecho principal foi a taxa anualizada de exacerbações moderadas ou graves entre ex-fumantes; o tamanho exato dessa subpopulação não foi confirmado nos materiais acessados. O artigo também incluiu fumantes atuais nas análises da população total.
Tozorakimabe na DPOC: qual foi a associação com as taxas de exacerbação nos estudos OBERON e TITANIA?
No OBERON, os ex-fumantes que receberam o medicamento tiveram 1,34 exacerbação moderada ou grave por paciente-ano, ante 1,90 no grupo placebo. A razão de taxas foi 0,71, com intervalo de confiança de 95% de 0,57 a 0,88 e P=0,002; isso corresponde a uma redução relativa de 29% e a uma diferença absoluta entre as taxas de 0,56 evento por paciente-ano.
No TITANIA, as taxas em ex-fumantes foram de 1,37 com tozorakimabe e 2,07 com placebo por paciente-ano. A razão de taxas de 0,66 — IC95% de 0,55 a 0,80; P<0,001 — equivaleu a redução relativa de 34% e diferença de 0,70 evento por paciente-ano.
Esses números descrevem taxas anualizadas de eventos no conjunto de participantes, e não a redução absoluta do risco individual nem uma queda em pontos percentuais. Na população total, as taxas também foram menores com o medicamento: 1,41 contra 2,00 no OBERON e 1,44 contra 2,03 no TITANIA. Por isso, os dados não permitem calcular número necessário para tratar (NNT) a partir dessas taxas.



