Retatrutida é aprovada no Brasil? Não. A substância permanece experimental e não possui registro para uso comercial no país nem aprovação em qualquer outro mercado, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 14 de outubro de 2026, a agência anunciou nova apreensão de produtos anunciados na internet como retatrutida, tirzepatida e outros peptídeos sem regularização.
A medida divulgada pela Anvisa impede que os itens alcançados sejam fabricados, importados, distribuídos, divulgados ou utilizados. A justificativa é que produtos sem registro não oferecem comprovação regulatória de qualidade, segurança e eficácia.
O alerta exige uma distinção importante. A retatrutida ainda está em pesquisa e não pode ser vendida como medicamento. Já a tirzepatida possui produto registrado no Brasil, mas isso não regulariza automaticamente qualquer caneta, frasco ou oferta que use o nome do princípio ativo.
Retatrutida é aprovada no Brasil ou em outro país?
A resposta oficial continua sendo não. A Anvisa afirma que a empresa responsável pelos estudos da retatrutida ainda não solicitou registro à agência brasileira nem a outra autoridade reguladora internacional. Participar de ensaios clínicos autorizados não equivale a ter autorização para fabricar, vender, prescrever ou usar comercialmente a substância.
Em setembro, operações no Aeroporto do Galeão apreenderam 572 unidades declaradas como retatrutida. No balanço daquela fiscalização, a agência também classificou a substância como experimental e indisponível para venda em qualquer lugar do mundo.
Isso significa que uma embalagem pronta, um anúncio com suposta dose ou a expressão “uso em pesquisa” não comprovam procedência. Fora de um estudo autorizado, não há produto de retatrutida aprovado cuja composição, concentração, esterilidade e cadeia de distribuição tenham sido avaliadas para uso em pacientes.
Quais produtos a Anvisa proibiu em 14 de outubro
A Resolução-RE 4.035/2026 alcança produtos oferecidos por diferentes endereços eletrônicos. A lista divulgada inclui anúncios de retatrutida, tirzepatida e Selank; apresentações descritas como Retatrutude 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150 mg e Caneta Tirzepatide 75 mg; além de Retagen 40 mg, BPC-157, GHH-CU e TB-500.
A decisão também cita produtos identificados com o nome Liberty Pharma, entre eles retatrutida, tirzepatida, NAD+ e GHK-Cu, vendidos por empresa de origem desconhecida. A matéria oficial ainda reúne outros itens com alegações terapêuticas, mas sem registro, notificação ou cadastro na agência.
A relação identifica o escopo da ação atual; ela não comprova que cada embalagem continha a substância declarada. O comunicado não apresenta análise laboratorial dos produtos, concentração medida ou relato de evento adverso. O fundamento informado é a oferta sem a regularização necessária e, em parte dos casos, a origem desconhecida.
Tirzepatida foi proibida pela Anvisa?
Não houve proibição geral do princípio ativo. A Anvisa possui registro de medicamento com tirzepatida para diabetes tipo 2 e aprovou uma indicação para controle crônico do peso em adultos que atendam aos critérios definidos, sempre associada a outras medidas e à avaliação profissional. A página oficial sobre a indicação registrada identifica produto, empresa responsável, usos autorizados e riscos conhecidos.



