O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira, 28 de setembro que oficinas práticas estão preparando equipes do SUS para confeccionar próteses dentárias digitais em diferentes regiões do país.
Segundo o balanço, 316 municípios já receberam equipamentos. A previsão total é entregar 500 kits a 409 municípios, alguns com mais de um conjunto. A implantação é gradual: receber aparelhos não equivale a ter atendimento digital disponível imediatamente em todas as unidades.
O processo combina escaneamento da boca, planejamento em software e impressão 3D. Depois vêm lavagem, pós-cura, acabamento e ajustes clínicos. O comunicado não apresenta dados comparativos de tempo de espera ou resultados dos pacientes; maior agilidade é um objetivo, não uma redução de filas já demonstrada nesse balanço.
Formação para além da entrega de aparelhos
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) descreveu, em maio, uma etapa anterior do projeto: representantes de 15 universidades participaram de capacitação realizada em abril. A proposta era formar polos multiplicadores para treinar equipes municipais. A programação reuniu atividades teóricas, atendimentos clínicos e alinhamento entre instituições.
Esse histórico ajuda a entender por que a implantação não se resume à compra de impressoras. Equipamentos precisam ser incorporados a um serviço com profissionais preparados para utilizá-los. A notícia de setembro trata da continuidade dessa qualificação nos territórios, não da criação de uma inscrição nacional para pacientes.
Onde as próteses entram no atendimento do SUS
Os Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD) já integram a rede de saúde bucal como apoio à produção das peças. O Ministério lista entre seus procedimentos próteses totais e parciais removíveis, além de outras modalidades. A finalidade é apoiar a reabilitação da mastigação, da fala e da aparência, de forma gratuita na rede pública.



