O Ministério da Saúde reforçou, na noite de quinta-feira (10), as orientações de proteção diante do frio na Região Sul. O comunicado oficial pede atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, que podem sofrer agravamento de problemas cardiovasculares e respiratórios.
Capa ilustrativa gerada por IA; a cena não retrata pessoas ou locais reais.
A orientação inclui agasalhos adequados, troca rápida de roupas molhadas e hidratação. Pessoas em situação de rua também estão entre os grupos mais vulneráveis. Para quem cuida de alguém, a proteção envolve reconhecer alterações no comportamento, além de observar o desconforto com a temperatura.
Hipotermia não depende de neve
A hipotermia ocorre quando o corpo perde calor mais rapidamente do que consegue produzi-lo. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), ela pode acontecer mesmo sem temperaturas abaixo de zero, sobretudo quando a pessoa fica molhada por chuva, suor ou contato com água fria.
Tremores, exaustão, confusão, dificuldade para coordenar as mãos, fala arrastada e sonolência são sinais de alerta. A queda da temperatura corporal pode prejudicar o julgamento e dificultar que a própria pessoa perceba o perigo.
A suspeita exige atendimento. Enquanto a ajuda é providenciada, leve a pessoa a um abrigo aquecido, retire roupas molhadas e use peças e cobertores secos. Não ofereça álcool nem bebidas a alguém inconsciente. Essas medidas não substituem avaliação profissional.
Aquecedor longe de roupas e cortinas
As orientações de prevenção do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina recomendam equipamentos certificados pelo Inmetro e manutenção em dia. O aparelho deve ficar afastado de móveis, cortinas, papéis e outros materiais inflamáveis. Colocar roupas junto à fonte de calor para secar cria risco de incêndio.
Quem usa lareira ou fogão a lenha precisa manter a chaminé limpa e desobstruída, assegurar ventilação e não abandonar o fogo aceso. Os bombeiros também orientam não usar álcool ou combustíveis líquidos para acender o fogo em ambientes fechados.
O perigo que não tem cheiro
Um risco diferente é o monóxido de carbono, gás tóxico produzido na queima de combustíveis. Por ser invisível e sem cheiro, ele não pode ser reconhecido apenas pelos sentidos. Conforme o CDC sobre intoxicação por monóxido de carbono, carvão nunca deve ser queimado dentro de casa, e forno a gás não serve para aquecer ambientes.
Geradores também não podem funcionar dentro da residência ou da garagem, mesmo com portas abertas. Dor de cabeça, tontura, fraqueza, náuseas e confusão estão entre os sintomas possíveis de intoxicação. Equipamentos a gás precisam de ventilação apropriada e manutenção por profissional qualificado.
Quando acionar o atendimento de urgência
No Brasil, o SAMU 192 atende gratuitamente, todos os dias, durante 24 horas. Entre as situações indicadas para o chamado estão problemas cardiorrespiratórios, intoxicação, dor súbita no peito, suspeita de infarto ou AVC e crises convulsivas. Não espere uma consulta de rotina diante de uma emergência.
Ao telefonar, informe a localização e descreva o que está acontecendo. A equipe coleta os dados e encaminha a ligação à regulação médica, que orienta as primeiras ações e avalia a necessidade de enviar uma ambulância. Siga essas instruções enquanto aguarda o socorro.
Para sintomas persistentes ou piora de doença crônica sem sinais de emergência, o Ministério da Saúde orienta procurar uma Unidade Básica de Saúde. O texto é informativo e não permite identificar, à distância, a causa de um sintoma individual.
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