13/10/2026
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Frio no Sul: Saúde reforça cuidados e alerta para sinais de emergência

Orientação divulgada pelo Ministério da Saúde destaca proteção de idosos e pessoas com doenças crônicas; aquecer a casa também exige cuidados para evitar acidentes.

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Imagem ilustrativa da reportagem: Frio no Sul: Saúde reforça cuidados e alerta para sinais de emergência

O Ministério da Saúde reforçou, na noite de quinta-feira (10), as orientações de proteção diante do frio na Região Sul. O comunicado oficial pede atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, que podem sofrer agravamento de problemas cardiovasculares e respiratórios.

Capa ilustrativa gerada por IA; a cena não retrata pessoas ou locais reais.

A orientação inclui agasalhos adequados, troca rápida de roupas molhadas e hidratação. Pessoas em situação de rua também estão entre os grupos mais vulneráveis. Para quem cuida de alguém, a proteção envolve reconhecer alterações no comportamento, além de observar o desconforto com a temperatura.

Hipotermia não depende de neve

A hipotermia ocorre quando o corpo perde calor mais rapidamente do que consegue produzi-lo. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), ela pode acontecer mesmo sem temperaturas abaixo de zero, sobretudo quando a pessoa fica molhada por chuva, suor ou contato com água fria.

Tremores, exaustão, confusão, dificuldade para coordenar as mãos, fala arrastada e sonolência são sinais de alerta. A queda da temperatura corporal pode prejudicar o julgamento e dificultar que a própria pessoa perceba o perigo.

A suspeita exige atendimento. Enquanto a ajuda é providenciada, leve a pessoa a um abrigo aquecido, retire roupas molhadas e use peças e cobertores secos. Não ofereça álcool nem bebidas a alguém inconsciente. Essas medidas não substituem avaliação profissional.

Aquecedor longe de roupas e cortinas

As orientações de prevenção do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina recomendam equipamentos certificados pelo Inmetro e manutenção em dia. O aparelho deve ficar afastado de móveis, cortinas, papéis e outros materiais inflamáveis. Colocar roupas junto à fonte de calor para secar cria risco de incêndio.

Quem usa lareira ou fogão a lenha precisa manter a chaminé limpa e desobstruída, assegurar ventilação e não abandonar o fogo aceso. Os bombeiros também orientam não usar álcool ou combustíveis líquidos para acender o fogo em ambientes fechados.

O perigo que não tem cheiro

Um risco diferente é o monóxido de carbono, gás tóxico produzido na queima de combustíveis. Por ser invisível e sem cheiro, ele não pode ser reconhecido apenas pelos sentidos. Conforme o CDC sobre intoxicação por monóxido de carbono, carvão nunca deve ser queimado dentro de casa, e forno a gás não serve para aquecer ambientes.

Geradores também não podem funcionar dentro da residência ou da garagem, mesmo com portas abertas. Dor de cabeça, tontura, fraqueza, náuseas e confusão estão entre os sintomas possíveis de intoxicação. Equipamentos a gás precisam de ventilação apropriada e manutenção por profissional qualificado.

Quando acionar o atendimento de urgência

No Brasil, o SAMU 192 atende gratuitamente, todos os dias, durante 24 horas. Entre as situações indicadas para o chamado estão problemas cardiorrespiratórios, intoxicação, dor súbita no peito, suspeita de infarto ou AVC e crises convulsivas. Não espere uma consulta de rotina diante de uma emergência.

Ao telefonar, informe a localização e descreva o que está acontecendo. A equipe coleta os dados e encaminha a ligação à regulação médica, que orienta as primeiras ações e avalia a necessidade de enviar uma ambulância. Siga essas instruções enquanto aguarda o socorro.

Para sintomas persistentes ou piora de doença crônica sem sinais de emergência, o Ministério da Saúde orienta procurar uma Unidade Básica de Saúde. O texto é informativo e não permite identificar, à distância, a causa de um sintoma individual.

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As referências desta matéria estão disponíveis abaixo para consulta. Informações sobre estudos, medicamentos e políticas públicas devem ser lidas com seu contexto e suas limitações. Leia o método completo.

Fontes desta reportagem

5 no total · 5 primárias
  1. 01
  2. 02
    Documento oficialcdc.gov
    Preventing Hypothermia

    Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

  3. 03
    Documento oficialcbm.sc.gov.br
    CBMSC reforça orientações de segurança contra acidentes em dias de frio intenso

    Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina

  4. 04
    Documento oficialcdc.gov
    Carbon Monoxide Poisoning Basics

    Centers for Disease Control and Prevention (CDC)

  5. 05
    Documento oficialgov.br
    Serviço de Atendimento Móvel de Urgência — SAMU 192

    Ministério da Saúde

Responsabilidade editorial

Redator e responsável editorial

Douglas Machado é bacharel em Engenharia Civil, redator e responsável editorial do Saúde News, com foco em informação de saúde, contexto e fontes verificáveis.

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