O Brasil tem 37.719 pessoas esperando um transplante de córnea, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) divulgados pela Agência Brasil nesta quarta-feira, 9 de setembro. O número evidencia uma demanda que permanece elevada apesar da ampliação das cirurgias.
Capa ilustrativa gerada por IA; a cena não retrata pacientes ou instituições reais.
Mais cirurgias não significam fila resolvida
O balanço registra 17.790 transplantes em 2025 e uma espera média de 370 dias. São indicadores diferentes: um mede os procedimentos realizados ao longo do ano; o outro, o tempo de acesso. A média não funciona como previsão individual. Os números são atribuídos ao levantamento do CBO apresentado na cobertura jornalística, não a uma contagem em tempo real feita pelo Saúde News.
O que é transplantado
A córnea é a estrutura transparente na frente do olho. Conforme a explicação do Ministério da Saúde sobre tecidos oculares, alterações em sua transparência ou curvatura podem comprometer a visão. Entre as condições que podem levar à avaliação para transplante estão ceratocone, distrofias corneanas e determinadas cicatrizes ou lesões. Ter um desses diagnósticos, porém, não equivale a uma indicação automática de cirurgia.
Existe também uma etapa essencial entre a doação e o procedimento. Os tecidos passam por bancos especializados, responsáveis por processamento e armazenamento. Assim, a resposta à demanda não depende apenas da existência de um doador: envolve uma rede capaz de avaliar e disponibilizar o tecido com segurança.
Como entrar e consultar a lista
O serviço oficial de acompanhamento de transplantes informa que a inclusão é providenciada por médico autorizado, depois da avaliação e da concordância do paciente. Não se trata de um cadastro que a pessoa possa concluir sozinha pela internet. Diagnóstico e exames integram a documentação clínica necessária.



