O Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado nesta quinta-feira, 17 de setembro, coloca o acompanhamento de doenças não transmissíveis no centro do debate. A campanha de 2026 da Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca condições como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas, que podem exigir contato frequente com diferentes serviços.
A preocupação vai além de um procedimento isolado. Pessoas que convivem com essas condições precisam de continuidade entre prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento. Para a OMS, integrar os serviços e fortalecer a atenção primária faz parte da resposta, especialmente quando há várias doenças ao mesmo tempo ou dificuldades de acesso.
Na entrevista coletiva de 16 de setembro, o diretor-geral da organização reforçou que atrasos no diagnóstico, medicamentos incorretos, procedimentos inseguros e falhas de comunicação podem ter consequências graves. O alerta acompanha o envelhecimento das populações e o maior tempo de convivência com doenças crônicas. A mensagem não se limita aos hospitais: a segurança precisa acompanhar toda a trajetória assistencial.
Participação do paciente não substitui responsabilidade do serviço
No Brasil, o Programa Nacional de Segurança do Paciente, apresentado pelo Ministério da Saúde, reúne diretrizes para reduzir eventos adversos. Entre seus princípios estão identificar e gerenciar riscos, analisar incidentes com transparência, capacitar profissionais e incorporar a segurança aos processos das instituições. A participação de pacientes e familiares também integra essa proposta.
Essa combinação é importante: incentivar perguntas não significa transferir ao paciente a obrigação de impedir todos os erros. A colaboração precisa ocorrer junto de processos organizados e equipes preparadas. Esclarecer dúvidas sobre o atendimento é uma forma de participar, enquanto avaliar riscos e melhorar as rotinas continua sendo parte do trabalho dos serviços.



