Neste Dia Mundial da Sepse, domingo (13), o alerta é reconhecer a piora de uma infecção. Em orientação publicada na sexta-feira (11), a rede HU Brasil destacou o atendimento rápido, tema de ações educativas realizadas neste mês em seus hospitais.
Capa ilustrativa gerada por IA; a cena não retrata pessoas ou locais reais.
Segundo a OMS, sepse é uma resposta extrema do organismo a uma infecção que provoca disfunção dos órgãos. Essa reação pode causar danos aos próprios tecidos e evoluir para choque e falência de múltiplos órgãos, sobretudo sem reconhecimento e tratamento oportunos.
Sinais podem aparecer juntos ou separadamente
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a sepse como emergência médica. Entre os sinais descritos estão confusão, dificuldade para respirar, pele fria e suada, dor ou desconforto intensos, pulso fraco e diminuição da urina. A temperatura pode estar elevada ou baixa. Esses sinais são alertas para avaliação, não um teste doméstico capaz de confirmar a doença.
A HU Brasil ressalta que febre isolada não confirma sepse e que sua ausência não elimina o risco, especialmente em idosos e pessoas com imunidade comprometida. Outros sinais de piora também precisam ser considerados.
Crianças podem apresentar respiração acelerada, palidez, prostração ou dificuldade para despertar, informa a OMS. Em menores de cinco anos, dificuldade para se alimentar e pouca urina também merecem atenção. Pessoas muito jovens ou idosas, gestantes, mulheres no período após a gestação e quem tem doenças crônicas ou baixa imunidade estão entre os grupos mais vulneráveis.
A origem nem sempre está no hospital
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) apontam que infecções que evoluem para sepse frequentemente começam nos pulmões, trato urinário, pele ou aparelho gastrointestinal. Bactérias estão envolvidas na maioria dos casos, mas vírus e fungos também podem desencadear a complicação. A condição pode se desenvolver antes da internação.



