13/10/2026
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Saúde Pública

Aedes tem índice de alerta ou risco em 49,2% das cidades avaliadas

Balanço divulgado em 7 de outubro reúne dados de maio a agosto. Entenda o que o indicador mede e por que a prevenção precisa continuar.

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Imagem ilustrativa da reportagem: Aedes tem índice de alerta ou risco em 49,2% das cidades avaliadas

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira, 7 de outubro, que 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram dados ao segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, o LIRAa, apresentaram situação de alerta ou risco. O balanço oficial se refere a inspeções realizadas entre maio e agosto de 2026.

Entre os criadouros identificados, 42,3% eram vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes; 26,1%, reservatórios de água; e 23%, pneus e resíduos sólidos. No Nordeste, o armazenamento de água predominou; no Norte, pneus e resíduos. Nas demais regiões, destacou-se o primeiro grupo.

O percentual não é uma taxa de dengue

A explicação do Ministério da Saúde sobre o LIRAa descreve um levantamento de indicadores entomológicos, isto é, relacionados ao mosquito. Ele informa a presença do vetor em imóveis e os tipos de recipientes encontrados, ajudando a direcionar o controle nos territórios.

Por isso, dizer que um município está em alerta não significa que a mesma proporção de seus moradores esteja doente. Tampouco o percentual pode ser aplicado automaticamente a todas as cidades brasileiras: o denominador é o conjunto que informou dados naquele ciclo. São recortes diferentes de uma contagem de casos em pessoas.

A leitura prática é usar o levantamento para decidir onde intensificar a inspeção e quais criadouros priorizar. Ele não permite concluir, sozinho, quantas infecções ocorrerão nos próximos meses. A informação sobre o vetor orienta a prevenção; o atendimento e a investigação de pessoas com sintomas respondem a outra necessidade da vigilância.

Trocar a água não substitui a limpeza

Nas orientações da Secretaria de Saúde de Minas Gerais sobre criadouros domésticos, um cuidado costuma passar despercebido: os ovos podem ficar aderidos às paredes dos recipientes. Assim, apenas despejar a água de uma vasilha não resolve o problema; a limpeza com esponja e sabão ajuda a removê-los.

Bebedouros de animais, quintais e varandas precisam entrar na rotina de inspeção e higienização. A orientação é fazer essa checagem pelo menos semanalmente, com atenção maior em períodos quentes, quando o desenvolvimento do mosquito pode ser mais rápido. São medidas de prevenção já conhecidas, não uma regra nova criada pelo balanço de outubro.

Também merecem atenção as calhas, os ralos e os reservatórios. Onde é necessário guardar água, a proteção dos recipientes é essencial para impedir o acesso do mosquito. Garrafas devem ficar viradas para baixo, e resíduos precisam ser acondicionados para a coleta sem formar pontos que acumulem chuva. O cuidado doméstico deve caminhar com as ações de vigilância e os serviços públicos.

Proteção e atenção aos sinais de doença

A Organização Mundial da Saúde explica que a dengue é transmitida pela picada de mosquitos infectados. Reduzir criadouros e evitar picadas são medidas complementares. Telas nas janelas e roupas que cubram a pele ajudam na proteção, especialmente durante o dia, quando o vetor tem atividade.

Febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo, náusea e manchas na pele podem ocorrer na dengue. Esses sintomas precisam de avaliação em um serviço de saúde; não bastam para confirmar a doença pela leitura de uma notícia.

Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento ou respiração rápida exigem atendimento imediato. Segundo a OMS, os sinais de gravidade podem aparecer depois que a febre diminui. Portanto, a queda da temperatura não deve ser usada, isoladamente, como certeza de recuperação. A informação jornalística não substitui diagnóstico ou acompanhamento profissional.

Capa ilustrativa gerada por IA. A cena é fictícia e representa cuidados de prevenção, não uma inspeção real do levantamento.

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As referências desta matéria estão disponíveis abaixo para consulta. Informações sobre estudos, medicamentos e políticas públicas devem ser lidas com seu contexto e suas limitações. Leia o método completo.

Fontes desta reportagem

4 no total · 4 primárias
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    Documento oficialportal-antigo.saude.mg.gov.br
    SES reforça cuidados contra a dengue e outras arboviroses — orientações de prevenção

    Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

  4. 04
    Documento oficialwho.int
    Dengue — prevenção, transmissão e sinais de gravidade

    Organização Mundial da Saúde (OMS)

Responsabilidade editorial

Redator e responsável editorial

Douglas Machado é bacharel em Engenharia Civil, redator e responsável editorial do Saúde News, com foco em informação de saúde, contexto e fontes verificáveis.

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